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Conheça a Anatomia do Parafuso e os Sistemas de Rosca

Conhecer como é constituido o parafuso e o sistema de rosca mais utilizado é importante para que possamos escolher o Parafuso ideal para o nosso projeto.

A anatomia do parafuso é constituída de:  a cabeça, fenda (chave), pescoço (corpo), ponta, e a rosca que pode ser definida como um conjunto de filetes que fica em torno de uma superfície cilíndrica, encontrada no interior de porcas e peças ou no exterior do corpo de parafusos e peças.

De maneira geral, a rosca foi inventada para permitir a união de itens com a possibilidade de remontagem. Sendo assim, os fixadores roscados, que podem ser parafusos ou porcas, são elementos que permitem a montagem e desmontagem de peças. Em alguns casos, a rosca também é utilizada na regulagem e transmissão de movimentos.

Existem diversos tipos de roscas, que variam de acordo com seu diâmetro, número de filetes e forma geométrica. Elas também podem ser classificadas com base em sistemas de normas

Conheça os tipos de roscas de parafusos, os sistemas métrico e polegada e saiba quais são as aplicações de cada um deles

Sistemas de roscas 

As roscas podem ser produzidas em dois sistemas, conhecidos como métrico e polegada, sendo diferenciadas em roscas finas e roscas grossas. Saiba um pouco mais sobre os sistemas a seguir.

Sistema métrico (Normas ISO/DIN), no sistema de rosca métrica, a produção é feita conforme as normas ISO/DIN.

A ISOInternational Organizations for Standardization, é uma organização suíça que tem como principal objetivo criar normas compartilhadas para serem seguidas em todo o mundo. Assim, facilita a identificação das peças e, como consequência, sua comercialização.

A norma DIN é a abreviação do nome do Instituto Alemão para Normatização, o “Deutsches Institut für Normung”. Assim como a ISO, é uma organização que trabalha com a padronização, funcionando como uma referência para o mundo inteiro. 

Nessas normas, a principal característica das roscas é que elas são medidas em milímetros. Quanto ao formato, seus filetes têm forma triangular, com ângulo de 60º, raiz arredondada e crista plana. O que determina se uma rosca é grossa ou fina é a distância entre uma crista do filete e a outra consecutiva, que é chamada de passo da rosca.

Elas podem ser diferenciadas pelas nomenclaturas comerciais MA e MB, que foram criadas no Brasil para facilitar a identificação da rosca, sendo que:

MA = Rosca grossa.

MB = Rosca fina.

Sistema polegada (Normas ASME/ANSI/BS) 

No sistema polegada, as roscas são medidas em polegadas, como o nome sugere, e são produzidas conforme as normas ASME/ANSI/BS.

A ASME vem do nome American Society of Mechanical Engineers, em inglês, e é uma associação de profissionais da engenharia sem fins lucrativos que cria normas para projetos e construções que envolvem cadeiras e vasos de pressão. Já o American National Standards Institute (ANSI), é uma organização privada norte-americana que apoia a criação e a avaliação de normas nos Estados Unidos.

Por fim, a BS vem de British Standard, é uma organização do Reino Unido que produz padrões técnicos, além de oferecer certificações e serviços relacionados a esses padrões para empresas.

Nos casos dessas normas, o que determina se uma rosca é grossa ou fina é o número de fios por polegada (F.P.P), ou seja, o número de filetes contidos na distância de uma polegada, que equivale a 25,4mm.

Nesse sistema, as roscas também são identificadas por letras, considerando:

UNC/BSW = Rosca grossa.

UNF = Rosca fina.

CEI = Rosca extra fina, desenvolvida exclusivamente para a aplicação em bicicletas e ciclomotores.

No geral, o sentido de rosqueamento é feito para a direita, mas algumas aplicações exigem o tipo de rosca esquerda. Nesse caso, na especificação são adicionadas as letras L-H, derivadas do inglês left hand.

PERFIS DE ROSCAS

Além da classificação por sistema, as roscas também podem ser diferenciadas de acordo com a sua forma geométrica, também conhecida como perfil da rosca. Há diversos tipos de perfis, que atendem a diferentes necessidades e aplicações.

Leia o nosso Próximo Post: Perfis e Tipos de Rosca

Revestimento de Parafusos

Conheça os tipos de Revestimento de Parafusos

Você sabia que nem todos os parafusos são iguais ? Eles vêm em uma variedade de tipos, modelos, tamanhos, medidas, sendo cada um projetado para atender a uma necessidade específica. Além disso, os revestimentos de parafusos desempenham um papel fundamental na proteção contra a corrosão e no aumento da durabilidade.

Cada tipo de aço e revestimento tem suas vantagens e limitações. Por isso, é muito importante conhecer as opções e saber quais são as mais indicadas para diferentes projetos. Há, por exemplo, revestimentos que conferem maior resistência contra eventos climáticos, enquanto outros valorizam a estética.

Neste post, exploraremos os diferentes tipos de revestimento de parafusos, fixadores e suas utilizações comuns.

ZINCAGEM ELETROLÍTICA: A zincagem eletrolítica é um dos revestimentos mais comuns para parafusos. É um processo de deposição de uma camada de zinco sobre a superfície da peça e oferece uma excelente resistência à oxidação prevenindo a corrosão.Neste processo o Zinco é transferido para a peça por meio de um banho químico, deixando o material com mais brilho realçando seu aspecto. O revestimento de zinco promove um aspecto bonito no parafuso e no material onde é aplicado. Os parafusos Zincados são frequentemente utilizados em projetos de construção, montagem de estruturas metálicas e em aplicação ao ar livre. 

GALVANIZAÇÃO À FOGO

A galvanização a fogo, também conhecida como galvanização por imersão a quente, é um processo de revestimento de superfícies metálicas com zinco para protegê-las contra a corrosão, pois o aço desprotegido pode ser danificado pela atmosfera industrial e por fatores ambientais, como o ar e a umidade.

Esse processo envolve a imersão do material metálico, geralmente aço, em um banho de zinco fundido a uma temperatura elevada, geralmente entre 450°C e 480°C (842°F a 896°F). A interação entre a base metálica e o zinco líquido resulta na formação de uma camada de ligas de zinco-ferro na superfície do material capaz de impedir o seu contato com o meio ambiente. Assim, a proteção é efetiva mesmo se a superfície for danificada, pois o zinco atua como metal de sacrifício.]

Parafusos Galvanizados, com esse tipo de revestimento, somente poderão ser utilizados com porcas e arruelas galvanizadas.

A aparência das peças será áspera e poderá ser de um prata até uma coloração acinzentada. 

A galvanização a fogo é amplamente utilizada em uma variedade de setores, incluindo construção civil, indústria automobilística, fabricação de estruturas metálicas, infraestrutura marítima e muitas outras aplicações em que a resistência à corrosão é fundamental. 

 

 

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